A Prefeitura de Hortolândia começou na última semana a implantar um novo método para monitorar quais áreas são mais prioritárias no combate a escorpiões na cidade. A partir do diagnóstico fornecido por armadilhas instaladas nas galerias subterrâneas é que a administração determinará os locais onde são necessários maiores cuidados.

Hoje, a UVZ (Unidade de Vigilância e Zoonoses) concentra seus esforços baseando-se em relatos de moradores. Os bairros com um maior número de reclamações são aqueles que acabam recebendo mais políticas de combate ao animal, afirma a veterinária da UVZ, Tosca de Lucca Benini Tomass.

Foto: Prefeitura de Hortolândia / Divulgação
Foram colocadas 12 em uma área específica da cidade para medir a quantidade de escorpiões

“A gente usava até então esse instrumento, a reclamação, porém tem uma questão de sensibilidade da população para o problema. Tem aqueles que se deparam e não reclamam e tem aqueles que reclamam. Nós estamos usando essa armadilha como uma ferramenta a mais”, ressalta.

Depois de uma visita a Jundiaí, onde a iniciativa já funcionava, a Vigilância optou por trazê-la para Hortolândia em caráter de testes. Uma espuma ondulada é colocada em cada galeria subterrânea para reter o escorpião. Em períodos determinados um agente vai até o local, retira a espuma e verifica quantos deles estão “presos” na estrutura.

Por enquanto foram 12 armadilhas colocadas em uma área específica da cidade. Após um período de ajustes, isso deve ser ampliado para outras três áreas do município que hoje possuem um número maior de reclamações por parte da população.

A veterinária diz que a adoção do novo recurso se dá após a percepção de que há um aumento no número de casos de picadas de escorpiões em todo o Estado. Em Hortolândia foram 190 casos de aparecimento de escorpiões desde o início do ano – maior do que o registrado durante o mesmo período do ano passado, quando foram 167 aparecimentos, segundo dados da Vigilância.

“Tem aumentado ano a ano e isso é uma percepção não só de Hortolândia, mas do Estado de São Paulo inteiro. Pode estar relacionado a questões climáticas, a forma de uso e ocupação do solo, as queimadas, tem uma série de condições que acabam favorecendo a situação que nós estamos vivendo hoje”.

De acordo com a veterinária, os escorpiões amarelos estão mudando os hábitos para garantirem sua sobrevivência. Se antes eles preferiam se abrigar em áreas com mato e entulho, observa-se um movimento de adaptação deles ao subterrâneo, utilizando as galerias.

“São ambientes escuros, úmidos e com vasta oferta de baratas, que são o principal alimento dos escorpiões. Além disso, nas galerias eles estão protegidos dos predadores naturais, que são gambás, sapos e quatis”, destacou Tosca. De acordo com a veterinária, os escorpiões amarelos são mais perigosos que os marrons por expelirem uma quantidade maior de veneno.

Americana iniciou neste mês a aplicação de venenos contra baratas na rede de esgoto para combater escorpiões. A dedetização teve início na última semana após ser adiada por questões burocráticas. Em Nova Odessa, a dedetização anual começou em junho.

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